Por volta de 1.820, o Major Domingos Afonso, residente na cidade de Itapetininga, empreendeu uma viagem para Guaratinguetá, acompanhado de sua esposa e de seu filho Afonso.
Ao atravessarem um lajeado, o pequeno Afonso caiu do animal em que viajava, fraturando o crânio e ficando desacordado por muitas horas.
Domingos Afonso e sua esposa, em desespero, comprometeram-se a erigir um modesto templo sob a invocação do Senhor Bom Jesus de Alambari se o seu filho recobrasse os sentido e se restabelecesse da queda.
Operou-se o milagre. O pequeno Afonso recobrou os sentidos e restabeleceu-se em seguida.
Mais tarde, os pais de Afonso internaram-no em um colégio de Itu, recomendando-ao Padre Elias de Monte Carmelo.
Concluídos os estudos preparatórios, em 1.830, Afonso, seguiu para São Paulo, matriculando-se no Seminário. Ordenado sacerdote, o jovem Afonso voltou para Itapetininga.
A esse tempo, Domingos Afonso e sua mulher, que não esqueceram a promessa feita, davam andamento à construção do templo no lugar em que Afonso caíra do animal.
Desejando que seu filho desempenhasse as funções eclesiásticas na capela em construção, Domingos Afonso e sua mulher construíram uma casa nas proximidades do templo, onde passaram a residir.
A capela de Alambari só foi construída, em 1.842.
Por uma fatalidade, o Padre Afonso não chegou a residir em Alambari, pois, atacado de uma pertinaz moléstia, veio a falecer.
O primeiro vigário que aportou em Alambari foi o Padre Isidoro de Campos.
Com o crescimento da população do referido povoado, devido à chegada de famiílias vindas de Jacareí, Sorocaba e de outros pontos, as pessoas influentes do lugar, requereram e obtiveram, da Assembléia Provincial, a transformação da povoação de Alambari em freguesia, pela Lei nº 07, de 12 de abril de 1.861, que a elevou, também, a paróquia. O primeiro sacerdote que residiu em Alambari, foi o Padre João Batista Arroza.
Em 30 de dezembro de 1.991, o Governador do Estado de São Paulo, promulgou e sancionou a Lei nº 7.664, transformando o Distrito de Alambari em Município.
Em Alambari, o mato denominou-se, durante muitos anos, Mato das Pedreneiras, devido à grande quantidade de pedras de fogo que eram retiradas das rochas ali existentes.
A pedra de fogo foi, por muito tempo, lucrativo produto, pois as praças de Itapetininga, Sorocaba, São Paulo e Santos preferiam o produto de Alambari, devido à sua ótima qualidade.
Alambari também foi, por dezenas de anos, um dos mais importantes centros produtores do Município de Itapetininga. A lavoura consistia na cultura, em grande escala, de algodão, café, cana-de –açúcar, cereais, legumes, mandioca e fumo.
A lavoura mais importante foi a do algodão, cujas safras, em 1.873 e 1.874, chegaram a setenta mil arrobas.
Com a baixa deste produto os alambarienses voltaram sua atenção para a cultura do café.
O padroerio do Município de Alambari é Bom Jesus, cuja comemoração se dá em 06 de Agosto.
Alambari fica situada ao sul do Estado de São Paulo. Sua população é estimada em 4.886 habitantes.
As principais atividades econômicas do Município, hoje, são a agricultura e a pecuária. Atualmente, o município de Alambari, administrado pelo Prefeito Municipal Sandro de Jesus de Camargo e pelo Vice-Prefeito José Benedito Leme, com o apoio da Câmara Municipal, encontra-se num processo crescente de desenvolvimento em especial pelo trabalho de sua hospitaleira população.