Daniela Golfieri
Editora da série.
Thiago Simão
Coordernador da série.

Publicado em: 26/08/2011

Veja a transformação do repórter Rodrigo Mansil em um idoso

 

 

 

 

Publicado em: 26/08/2011

Superação é a fonte da juventude na terceira idade

 

 

 

 

Na última reportagem da série especial ‘Melhor Idade', a cidade paulista onde as pessoas vivem mais.

 

João, Maria, Jair, Vilma, Dino, Nimpha. Em comum, a sorte de viver muito e bem, com saúde e lucidez. É a geração da longevidade. E quem se destaca neste quesito é a cidade com nome de terra prometida: Nova Canaã Paulista. Mas o que será que esta cidade do noroeste de SP, com pouco mais de 2 mil moradores e vida tranquila tem de tão diferente? É o lugar onde mais de vive no Estado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. Em média, 76 anos, 9 a mais que em outras regiões do Estado. Um cafezinho com uma representante da vida longa.

 

A fonte de juventude na cidade é o trabalho de prevenção feito com os idosos. Nos encontros: dança, atividade física, recreação e até café da tarde. A prioridade é ficar longe das doenças. Na oficina da memória, a maior lição é se lembrar de não esquecer. Longe mesmo chegou João. Aos 106 anos, ele tem uma memória fantástica. E ele está sempre ocupado. Cuida do jardim, ajuda na limpeza e ainda mantém uma antiga paixão: o velho companheiro rádio.

 

O tempo passa para todos e provoca alterações inevitáveis no corpo, uma transformação natural que traz perdas e danos. A pele, que antes era jovem, agora lá lugar às marcas da experiência, Uma mudança tão lenta que a só percebe quando o espelho nos revela, você envelheceu. Só que a velhice nem sempre significa a perda da juventude. Por fora, apenas a aparência da idade. Mas por dentro, manter-se jovem é uma questão de escolha.

 

Uma rotina bastante incomum. Conviver com serpentes, cobras venenosas e tartarugas que podem arrancar um dedo só com a força da mordida. Isso é normal para um homem de 80 anos? Aposentado há 26 anos, o professor Dino Vizotto continua pesquisando e produzindo conhecimento. Em 1996, um ano depois de se aposentar, o professor recebeu uma homenagem da UNESP, um museu que leva o seu nome. Tem uma das mais completas coleções do Estado e uma das maiores do país. O pesquisador nem pensa em parar.

 

Cuidado, carinho e atenção. Para o Dr. Jair, a visita aos pacientes na enfermaria é mais que uma obrigação. Para quem está no hospital, uma simples conversa pode ser um santo remédio.

 

Passos firmes e seguros de quem perdeu as contas de quantos bebês trouxe ao mundo e que quantas vidas já salvou. Dr. Jair se aposentou e, aos 83 anos, continua se dedicando à medicina. Trabalha dez horas por dia. E receita um remédio sem contra indicação: amar faz bem à saúde. Especialistas no assunto recomendam: ter uma ocupação, um trabalho, profissional ou voluntário, tem um poder rejuvenescedor.

 

Superação desde os primeiros meses de vida até a terceira idade. Helena teve paralisia quando ainda era bebê. Limitação só do corpo. A capacidade de amar venceu todos os preconceitos. Hoje, ela tem uma família unida e feliz. Na casa adaptada, ela não precisa da ajuda de ninguém. Faz todo o serviço sozinha, por opção.

 

O tempo passou e Dona Helena não se conforma em ficar cuidando só da casa. É porque ela tem alma de artista e precisa de liberdade para dançar. Uma vovó bailarina que brilha no palco da vida. A esta altura da vida, Vilma usa o tempo para ser voluntária. Com o bandolim, a aposentada de 94 anos leva alegria a pacientes que enfrentam a dor no tratamento contra o câncer, no Hospital das Clínicas em Marília. Dona Nimpha, aos 82 anos, faz aula de teatro e é especialista em declamar poemas. A senhora fez até um curso para aprender a técnica. E ela declama um poema de Mário Quintana.

 

Publicado em: 25/08/2011

Patrícia Mendonça conta os bastidores da quarta reportagem da série

 

 

 

 

Publicado em: 25/08/2011

Lazer e diversão, uma conquista da terceira idade

 

 

 

 

Um drible na velhice. Entre cestas e lances, vitalidade. Aos 74 anos, Nair ainda está em quadra. Ele começou a jogar basquete aos 52 e, desde então, não parou mais. É assim que ela e um grupo de amigas marcam pontos. Não só no jogo, mas principalmente na vida.

 

E a vontade de jogar é grande. Já que o lema é se divertir, então é hora de fazer as malas. Mas a viagem é proibida para menores, menores de 60 anos. Hora de subir no ônibus e relaxar. Mesmo se a viagem for curta. O destino é um clube de água quente em Olímpia, região noroeste do Estado. E que bom chegar aos 60, 70 anos conversando com as amigas, tomando sol e aproveitando a vida.

 

E é a vontade de viajar de quem já se aposentou que movimenta R$ 20 milhões por ano no país. Tanto interesse fez o governo criar descontos em pacotes de viagens para os idosos. É o programa Viaje Mais, Terceira Idade. São mais de 1,3 mil agências credenciadas no país. E quem não está pensando em viajar pode se divertir de outro jeito. Eles chegam bonitos, bem arrumados. Que dor no corpo, que nada. Aos 86 anos, Nair se esquece de todos os problemas quando chega ao baile. É a noitada da terceira idade. E como eles se divertem, com paquera e tudo. Júlio e Ana se conheceram no baile e começaram a namorar. Como foi?

 

E já que o assunto é diversão, porque será que o pessoal da terceira idade gosta tanto de bingo? Todo mundo sabe, bingo é proibido no país, mas nessa situação, ele até que é bem-vindo, só para brincadeira. Nada de dinheiro em jogo. A prenda é trazida pelos participantes que se divertem e se mantém ativos. Odete e Dirce são amigas que tem mais de 60 anos. Aproveitaram para me contar alguns segredinhos da vida de casada. Falar abertamente sobre sexo na terceira idade. Muita coisa mudou nas últimas décadas. A moda agora entre o pessoal da terceira idade é namorar e ficar sem muito compromisso. Sexo é sinal de saúde, mas tem que ser com prevenção.

 

Se é para arriscar que seja na tentativa de aprender uma nova língua, neste caso, o francês. As amigas decidiram voltar à sala de aula para realizar desejos antigos em um dos cursos oferecidos de graça pela Universidade Estadual Paulista para a terceira idade. Em várias universidades do interior é possível se matricular em cursos de atualização. Mas tudo sem vestibular. O importante é aprender.

 

É nesta fase da vida que muitas pessoas descobrem talentos. Foi o que aconteceu com o seu Sérgio, de 77 anos. Ele sempre gostou de poesia, mas só agora publicou um livro. Por que demorou tanto tempo? O incentivo que faltava tem nome: Tânia. E a paquera começou pela internet. Foram horas de muita conversa. Mas foram os versos que encantaram a colega. E ela virou namorada. As estrofes de amor ganharam o formato de um livro.

 

Publicado em: 24/08/2011

Maurílio Goeldner relata sua participação na série especial da TV TEM

 

 

 

 

Publicado em: 24/08/2011

Planejamento financeiro leva a uma vida saudável na Melhor Idade

 

Na terceira reportagem da série especial "Melhor Idade", os caminhos para um envelhecimento financeiramente saudável.

 

Correria e o trabalho que não para. Quem não vê a hora de se livrar de tantos compromissos? Chega uma fase da vida em que as pessoas só pensam em uma coisa, mas e quando essa hora chegar? Todos estarão preparados? Quanto será a renda? Será que será suficiente para manter o nível de vida? Quanto preciso poupar para ter uma renda extra na velhice?

 

Zezé está em um dos dias mais felizes da vida. Uma semana depois de completar 60 anos, ela pegou as três carteiras de trabalho, os documentos pessoais e marcou hora no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Como os documentos estavam em dia, o atendente não precisou nem de meia hora para dar a boa notícia.

 

A idade não é o único critério para se aposentar. Pela lei atual, as mulheres precisam ter 60 anos e os homens, 65. Além disso, devem ter contribuído com o INSS por pelo menos 15 anos. Para quem trabalhou, contribuiu para a previdência e cumpriu todos os requisitos, geralmente tem dúvida: qual será o valor da aposentadoria?

 

O cálculo segue uma fórmula. Depois de completar o tempo de contribuição, homens 35 anos e, mulheres, 30. O INSS pega 80% dos maiores salários. E multiplica pelo fator previdenciário. Índice que leva em conta a idade, a expectativa de vida e o tempo de contribuição. Daí sai o salário do aposentado. Como nessa conta o INSS também considera os menores salários da carreira, quase sempre o valor da aposentadoria é menor que os últimos salários. Além disso, há um salário máximo. Quem recebe pelo INSS, recebe no máximo R$3,8 mil por mês. É o chamado teto da aposentadoria. Por isso, quem quer chegar à terceira idade com tranquilidade financeira, precisa se planejar. Melhor ainda se alguém fizer isso pela gente.

 

A importância de se pensar no futuro. Na casa de Terezinha, que já se aposentou, tem um bom salário e quer dar essa mesma segurança para os netos. Dona Terezinha paga previdência privada para os netos. Dinheiro que eles poderão resgatar quando quiserem.
Mais de 10 milhões de brasileiros fazem este tipo de investimento no Brasil. Só no ano passado, R$ 46 bilhões foram aplicados em previdência privada. Um aumento de quase 20% em relação a 2010.

 

Uma pessoa de 30 anos que quer receber um salário extra de R$ 2 mil depois de 20 anos, deve investir R$ 1 mil por mês. Se a contribuição for de R$ 200 mensais, depois de 20 anos o benefício será de R$ 650. Não resgatar a qualquer momento. Apesar de poder, não é interessante, não compensa. Para investimento a longo prazo, deve procurar uma instituição sólida. É a aplicação prática do ditado que todos conhecem bem. De grão em grão.

 

Ruas de terra e falta de esgoto. Uma realidade diferente. Na casa onde moram Neusa e José, às vezes o dinheiro da aposentadoria não dá nem para passar o mês. E como não dá para ficar sem comer, o casal se endividou com o cartão de crédito. Diante dessa vontade, um economista acompanhou o casal nas compras do supermercado.

 

No carrinho, só o básico. Carne, arroz, feijão, óleo. Pesquisar, ficar atento aos preços, fazer contas. Nem sempre o preço menor é sinal de economia. Na hora de comprar papel higiênico, muitas embalagens e preços diferentes. A compra básica custou R$ 61,92. Neusa recebe um salário mínimo: R$ 545. No Estado de São Paulo, mais de 10 milhões de aposentados recebem o mesmo valor. Em Itapetininga são 4,7 mil benefícios de um salário mínimo. Em Sorocada e em Bauru, o número passa de 6 mil. Em São José do Rio Preto são 10 mil aposentados que vivem com apenas um salário.

 

O marido de Neusa recebe uma aposentadoria maior: R$ 650. Os dois juntos ganham R$ 1,2 mil, valor que é quase a metade do que seria ideal, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Economistas fizeram as contas e descobriram que para viver bem, um casal de aposentados deveria receber no mínimo R$ 2,3 mil por mês.

 

Por isso, as dívidas. É hora de tocar nesse assunto delicado. Pela saúde financeira do casal será preciso se livrar dos cartões. E para ficar longe de dívidas, muita gente continua trabalhando depois da aposentadoria. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), quase 20% dos idosos aposentados no Brasil ainda estão na ativa. Principalmente os homens: quase 29% dos aposentados ainda trabalham. Entre as mulheres, esse porcentual é mais baixo: 11,5%.

 

Aparecida recebe um salário mínimo. É pouco. Por isso, trabalha em um brechó para complementar a renda. E para que aposentadoria seja realmente a época do sossego e do dinheiro no bolso, é preciso se programar ainda na juventude. Bem antes da terceira idade chegar.

 

 

Publicado em: 24/08/2011

Juliana Barriviera conta tudo sobre a produção especial das reportagens

Quando soube que teria, mais uma vez, a oportunidade de participar de uma série especial da TV TEM, mal podia conter minha ansiedade. Já sabia que durante os dias de produção, além do trabalho, teria a oportunidade de conhecer pessoas especiais, como a dona Neuza, a dona Ninfa e todas as outras personagens que vão ficar no meu coração.

Produzir cada detalhe, pensar na reação e no que é importante para os telespectadores é uma responsabilidade muito importante. Para mim, um privilégio da minha profissão.

Nesses meses, eu e toda a equipe de repórteres e cinegrafistas, liderados por Thiago Simão e Daniela Golfieri, aprendemos muito. Foram dias de muitas conversas e reuniões até que todas as ideias, juntas, chegassem até a casa dos telespectadores.

Foi por conta da série, Melhor Idade, que comecei a me preocupar com a aposentadoria. Mas, além de esperar por ela, descobri que é possível nos surpreendermos em qualquer idade. A vida não pode simplesmente passar, precisa ser renovada e apreciada em cada etapa cronológica.

Espero que gostem do resultado de muito trabalho, dedicação e amor.

 

 

Juliana Barriviera – Produtora da TV TEM / Rio Preto

Publicado em: 23/08/2011

Suélen Silveira fala sobre a segunda reportagem da Série Melhor Idade

 

 

 

 

Publicado em: 23/08/2011

Saúde na terceira idade, uma realidade para todos

 

 

O ritmo do envelhecimento está mudando. Viver muito não é mais promessa, virou realidade para todos. A expectativa de vida no Brasil já atingiu a média de 73 anos. Um bom resultado. Em 1980, por exemplo, os brasileiros viviam dez anos a menos. A última pesquisa do IBGE mostra que os homens vivem menos, em média 69. Enquanto a maioria das mulheres chega aos 77. O desafio agora é descobrir como viver ainda mais e melhor.

 

Tudo dependerá da rotina ao longo da vida. Raul esbanja saúde, mas nem sempre foi assim. No primeiro check-up que fez na vida, aos 64 anos, ele descobriu que o super-homem precisava de cuidados urgentes. Depois do susto, Raul tem vários cuidados com a saúde. Faz o teste que mede a quantidade de açúcar no sangue todos os dias. E controla tudo em uma planilha no computador.

 

As doenças cardíacas são as que mais matam no Brasil: 300 mil pessoas por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Por isso, prevenção é muito importante. E ela começa logo cedo, no café da manhã. E com uma mesa farta de fica difícil escolher. Qual será a escolha certa? Equilíbrio e variedade valem para todas as refeições.

 

Depois do fim de um casamento que durou 20 anos, Amélia deixou de cuidar da alimentação e aos poucos esqueceu de si mesma. Na expressão dá para perceber. Com o tratamento médico, aos 65 anos, Amélia espantou a tristeza. Além da depressão, outras doenças relacionadas à memória são muito comuns na terceira idade, como Mal de Alzheimer, que provoca perda de memória. Para diminuir o efeito, é bom treinar o cérebro. Exercício é bom para a mente e também para o corpo. Um grupo já descobriu.

 

Com o passar do tempo, quem tem mais idade já não sente a mesma força nos músculos. Mas a prática de atividades físicas pode reverter a situação e servir como uma espécie de pacote, a longo prazo, de vida longa. Guiomar tem 79 anos com corpinho de no máximo 45. A receita? O estilo de vida saudável. E não é fácil acompanhar o ritmo da dela, não. Guiomar já participou de três corridas da São Silvestre.

 

Já em uma aula de Pilates, Isolina é a mais experiente da turma. Tem 73 anos. Há dois descobriu como a ginástica muda a rotina. Estresse, sedentarismo, alimentação e hábitos inadequados. Fatores que influenciarão na qualidade de vida na terceira idade. Para comprovar isso, o hospital em São José do Rio Preto é referência em saúde do coração.

 

Audálio logo de início, sente dificuldades para se adaptar ao ritmo. Já Hideo fica à vontade. Desde o primeiro passo. Depois de 10 minutos e 30 segundos e 880 metros, Audálio chega ao limite. Como o esperado, ele aguenta mais tempo. Depois de 13 minutos e de percorrer 1 quilômetro e 300 metros, ele pede para parar. Os exames foram encaminhados para a médica. Depois dessa, Audálio prometeu que vai começar a se mexer. Assim fica bem mais fácil seguir em frente. E chegar mais longe.

 

Publicado em: 22/08/2011

Daniela Golfieri comenta primeira reportagem da série "Melhor Idade"

 

 

 

 

 

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